João José da Cruz (1654–1734) nasceu na ilha de Ísquia, perto de Nápoles, na Itália, e entrou jovem para a reforma franciscana mais austera, a dos alcantarinos. Foi dos primeiros italianos a abraçar esse ramo de extrema pobreza e penitência.
Viveu em rigorosíssima austeridade, dormindo pouco, jejuando muito e dado à oração contínua. Apesar de sua juventude, foi encarregado de fundar e governar conventos e de formar os jovens religiosos, exercendo cargos de responsabilidade com humildade. Foi diretor espiritual procuradíssimo, dotado, segundo a tradição, dos dons de profecia, de leitura dos corações e de cura.
Uniu de modo admirável a penitência mais severa a uma grande doçura no trato das almas. Morreu idoso, venerado pelo povo de Nápoles. Foi canonizado em 1839 e é lembrado como exemplo de pobreza evangélica radical e de paternidade espiritual.