Ângela da Cruz (1846–1932), no século Maria dos Anjos Guerrero González, nasceu em Sevilha, na Espanha, em família humilde, e trabalhou desde cedo como remendeira de sapatos. Desejou a vida religiosa, mas a saúde frágil a fez ser recusada por mais de uma comunidade.
Guiada por seu diretor espiritual, compreendeu que sua vocação era viver "pobre entre os pobres". Em 1875 fundou em Sevilha a Congregação das Irmãs da Companhia da Cruz, dedicada a servir gratuitamente os mais miseráveis: cuidar dos doentes em suas casas, velar os moribundos, amparar os abandonados, sem aceitar pagamento nem rendas, vivendo apenas de esmolas.
Mãe Angelita, como a chamavam, tornou-se figura amadíssima do povo sevilhano. Em sua morte, multidões acompanharam o enterro. Foi canonizada pelo Papa João Paulo II em 2003 e é venerada como modelo de caridade escondida e total entrega aos pobres.