Francisca Romana (1384–1440) nasceu em Roma, em família nobre, e casou-se ainda jovem, contra seu desejo de vida religiosa, com um homem de boa estirpe, com quem viveu em fidelidade por quarenta anos. Foi modelo de esposa, mãe e dona de casa, unindo os deveres do lar a uma intensa vida de oração.
Durante guerras, pestes e fomes que devastaram Roma, abriu sua casa e seus bens aos necessitados, cuidando pessoalmente dos doentes e dos famintos. Reuniu em torno de si um grupo de damas nobres dedicadas às obras de misericórdia, dando origem às Oblatas de Santa Maria Nova, sem votos solenes nem clausura, livres para servir.
Viúva, retirou-se com elas, vivendo na obediência e na pobreza. A tradição conta que era assistida visivelmente por seu anjo da guarda. Por isso é venerada como padroeira dos motoristas e modelo das mães de família e das viúvas. Foi canonizada em 1608.