Perpétua, jovem nobre e mãe de um bebê, e Felicidade, escrava grávida, foram presas juntas em Cartago, no ano 203, por serem catecúmenas cristãs.
O diário que Perpétua escreveu no cárcere — um dos textos mais antigos de uma mulher cristã — registra as pressões da família, o carinho pelo filho e a firmeza serena na fé. Felicidade deu à luz na prisão, dias antes do suplício.
Morreram juntas no anfiteatro, trocando o ósculo da paz. Senhora e escrava, iguais diante de Cristo: o sangue das duas pregou mais que muitos discursos.