Maurício e companheiros formam a célebre Legião Tebana, soldados cristãos do exército romano, naturais da Tebaida, no Egito, mártires no fim do século III, provavelmente sob o imperador Maximiano, na região da atual Suíça.
Segundo a tradição transmitida por Santo Eucherio, a legião, comandada por Maurício, recusou-se a participar do massacre de cristãos e a sacrificar aos deuses pagãos antes de uma batalha. Diante da recusa firme, o imperador mandou dizimar a legião — matar um em cada dez — repetidamente; mas, como os soldados, animados por Maurício, persistissem fiéis a Cristo, foram por fim todos executados, sem oferecer resistência.
Venerados desde a Antiguidade, sobretudo em Agaune (Saint-Maurice), são memória da objeção de consciência e da fidelidade a Cristo de toda uma tropa, que preferiu morrer a derramar sangue inocente ou renegar a fé.