Martinho era soldado romano e catecúmeno quando, na porta de Amiens, num inverno rigoroso, encontrou um mendigo seminu. Cortou a própria capa ao meio com a espada e deu-lhe metade. À noite, sonhou com Cristo vestido naquela metade de capa: "Martinho, ainda catecúmeno, me cobriu".
Batizado, deixou o exército — "sou soldado de Cristo; não me é lícito combater" — e tornou-se discípulo de Santo Hilário, fundando o primeiro mosteiro da Gália.
Aclamado bispo de Tours pelo povo (escondeu-se entre gansos para escapar, diz a tradição), evangelizou o campo até o fim. Foi um dos primeiros não-mártires venerados como santo no Ocidente: a caridade também é martírio, vivido aos poucos.