Martinho nasceu em Lima em 1579, filho de um nobre espanhol e de uma mulher negra liberta. Mestiço numa sociedade de castas, conheceu o desprezo desde menino — e fez dele caminho de humildade.
Entrou no convento dominicano como ajudante leigo, encarregado das tarefas mais baixas. Tornou-se enfermeiro de toda Lima: cuidava de doentes sem distinção de cor ou condição, fundou um orfanato e um hospital, e dava aos pobres tudo o que conseguia. A tradição lhe atribui curas, bilocação e até amizade com os animais.
É padroeiro da justiça social, da harmonia entre as raças e dos cabeleireiros (seu primeiro ofício). Querido em toda a América Latina, lembra que a santidade não conhece cor nem posição.