Januário foi bispo de Benevento, no sul da Itália, e mártir na perseguição de Diocleciano, por volta do ano 305. Segundo a tradição, foi preso ao visitar e confortar outros cristãos encarcerados, e condenado à morte.
Lançado às feras, que não o tocaram, foi por fim decapitado em Pozzuoli, perto de Nápoles, junto com seus companheiros. Uma piedosa mulher recolheu parte do seu sangue em duas ampolas, que se conservam até hoje.
Venerado como padroeiro de Nápoles, Januário é célebre pelo prodígio do seu sangue, que, guardado seco nas ampolas, costuma liquefazer-se diante da relíquia da sua cabeça em determinadas datas do ano — sinal popular muito amado pelo povo napolitano. É memória do pastor que deu a vida pelo rebanho e cujo testemunho de sangue continua a falar à fé simples dos fiéis.