Matilde de Hackeborn foi monja no célebre mosteiro de Helfta, na Alemanha, no século XIII, um dos grandes centros da mística feminina da Idade Média. Entrou ainda menina e ali viveu toda a vida, irmã de Gertrudes de Hackeborn, a abadessa, e companheira de Santa Gertrudes, a Grande.
Dotada de bela voz e de grande cultura, foi chantre e mestra das jovens do mosteiro, e gozava de tão grande estima que era chamada "o rouxinol de Helfta". Favorecida com altas graças místicas, suas visões e revelações, sobretudo sobre o Coração de Cristo e a liturgia, foram recolhidas por outras religiosas no Livro da Graça Especial, que muito influenciou a piedade posterior — e até, dizem, o Dante.
Morreu por volta de 1298. É memória da mística que uniu a beleza do canto litúrgico à contemplação do amor de Deus, no florescimento espiritual de Helfta.