Justa e Rufina eram duas irmãs cristãs de Sevilha, na Espanha, mártires no início do século IV, durante a perseguição de Diocleciano. Pobres e piedosas, ganhavam a vida vendendo louça de barro no mercado.
Segundo a tradição, recusaram-se a vender suas peças para uso num culto pagão a uma deusa, e na disputa quebraram um ídolo, declarando abertamente a sua fé em Cristo. Presas, foram interrogadas e submetidas a tormentos para que renegassem o Evangelho e sacrificassem aos deuses, mas mantiveram-se firmes. Rufina foi estrangulada, e Justa morreu na prisão, esgotada pelos suplícios.
São as padroeiras de Sevilha, veneradas desde a Antiguidade, e protetoras dos oleiros e ceramistas. São memória de duas humildes trabalhadoras que preferiram a morte a participar da idolatria.