Nossa Senhora das Dores contempla Maria associada de modo singular à Paixão de seu Filho. A festa, no dia seguinte à Exaltação da Santa Cruz, recorda a Mãe de pé junto à cruz, partilhando interiormente o sofrimento de Jesus, conforme a profecia de Simeão: "uma espada traspassará a tua alma".
A piedade cristã contempla tradicionalmente as Sete Dores de Maria — da profecia de Simeão e da fuga ao Egito até a morte de Jesus na cruz, o descimento e o sepultamento. Em cada uma, Maria participa da obra da Redenção com fé, amor e oferta silenciosa, tornando-se mãe dos discípulos quando Jesus, do alto da cruz, a confiou a João.
É memória da compaixão de Maria, modelo de quantos sofrem e oferecem a Deus suas dores unidas às de Cristo. A Virgem das Dores é consolo dos aflitos e companheira de todos os que choram.