Marcelo, o Centurião, é um dos mártires cuja paixão chegou até nós em atas processuais de grande autenticidade. Era oficial — centurião — do exército romano, na província da África, no fim do século III.
Durante uma festa pública em honra do imperador, com sacrifícios aos deuses, Marcelo, já cristão, não pôde mais conciliar a fé com aquele culto idolátrico e com o juramento militar. Diante de toda a tropa, lançou ao chão o cinturão e as armas, declarando que servia a Cristo, o rei eterno, e que não podia obedecer a deuses pagãos nem a um imperador divinizado.
Julgado por isso, manteve firme sua confissão e foi decapitado, por volta de 298. É memória da objeção de consciência diante da idolatria e da incompatibilidade, sentida por ele, entre a fé e o culto pagão imposto pelo Estado.