Luciano e Marciano são venerados como mártires dos primeiros séculos, cuja história é, ao mesmo tempo, exemplo de conversão e de martírio. Segundo a tradição, eram pagãos dados às artes mágicas e à feitiçaria, que usavam para fins maus.
Conta-se que, ao tentarem em vão usar seus sortilégios contra uma jovem cristã, protegida pela fé e pelo sinal da cruz, reconheceram a impotência de seus poderes diante de Cristo. Tocados por isso, converteram-se, queimaram publicamente seus livros de magia, distribuíram seus bens aos pobres e tornaram-se fervorosos cristãos e pregadores da fé.
Denunciados na perseguição, confessaram a Cristo e, recusando-se a renegá-lo, foram martirizados, por volta do século III. São memória da graça que liberta das trevas da magia e conduz à luz da fé, selada com o sangue do martírio.