Úrsula e companheiras são veneradas desde a Antiguidade como virgens mártires, ligadas à cidade de Colônia, na Alemanha. A tradição, embelezada ao longo dos séculos, fala de uma princesa cristã, Úrsula, que peregrinava acompanhada de numerosas companheiras virgens.
Na volta de uma peregrinação a Roma, ao passarem por Colônia, então cercada por bárbaros pagãos — os hunos, segundo a lenda —, foram intimadas a renegar a fé e a virgindade consagrada. Recusando-se firmemente, foram todas martirizadas. O número, simbólico, foi mais tarde fixado pela tradição em onze mil, embora a história verdadeira se reduza a um grupo de virgens mártires daquela cidade.
Muito veneradas na Idade Média, deram nome às religiosas ursulinas, dedicadas à educação. São memória das virgens que preferiram a morte à infidelidade a Cristo, fiéis à sua consagração.