Neste dia recordam-se Ponciano e Hipólito, ligados de modo singular na morte. Ponciano foi papa a partir de 230; Hipólito, sacerdote culto de Roma, foi o primeiro antipapa da história, por discordâncias rigoristas, levando consigo um grupo cismático.
Na perseguição do imperador Maximino, em 235, ambos — o papa legítimo e o antipapa — foram presos e condenados aos trabalhos forçados nas minas da Sardenha, sentença que equivalia à morte lenta. Ali, no sofrimento comum, Hipólito reconciliou-se com a Igreja, e os dois morreram mártires, unidos enfim na mesma fé e no mesmo testemunho.
Seus corpos foram trazidos a Roma e venerados juntos. São memória comovente da reconciliação na hora suprema: o cisma vencido pelo sofrimento partilhado e pela fidelidade a Cristo até o sangue.