Tomás More foi um dos grandes humanistas da Europa, amigo de Erasmo, autor de Utopia, advogado brilhante e chanceler do rei Henrique VIII da Inglaterra — pai de família alegre e culto.
Quando o rei rompeu com Roma para se autoproclamar chefe da Igreja na Inglaterra, More renunciou ao cargo e calou-se. O silêncio não bastou: exigiram seu juramento. Recusou, por fidelidade à consciência e ao Papa, e foi preso na Torre de Londres.
Decapitado em 1535, declarou no cadafalso ser "servo do rei, mas de Deus primeiro". João Paulo II o fez padroeiro dos estadistas e governantes: testemunho de que há limites que nem o poder pode pedir.