Marcelo I (m. 309) foi Papa nos primeiros anos do século IV, em tempo difícil, logo após a grande perseguição de Diocleciano. A Igreja de Roma encontrava-se desorganizada e ferida, com muitos cristãos que haviam fraquejado sob a tortura e agora pediam readmissão.
Marcelo empenhou-se em reorganizar a comunidade romana, distribuindo a cidade em distritos confiados a presbíteros, e em restabelecer a disciplina da penitência para os que tinham apostatado. Sua firmeza em exigir penitência dos que renegaram a fé provocou tumultos na cidade.
O imperador Maxêncio, irritado com a desordem, condenou-o e, segundo a tradição, obrigou-o a trabalhos servis. Marcelo morreu no exílio ou na humilhação, e é venerado como mártir e confessor da fé, pastor que preferiu a verdade à comodidade.