Ângela de Foligno (c. 1248–1309) nasceu na Úmbria, na Itália, em família abastada, e por longos anos viveu mergulhada nos prazeres e nas vaidades de uma vida acomodada. Casada, mãe de filhos, só por volta dos quarenta anos despertou para uma conversão profunda, marcada por amarga consciência dos próprios pecados.
Pouco depois, em curto intervalo, perdeu a mãe, o marido e os filhos. Despojada de tudo, distribuiu seus bens e ingressou na Terceira Ordem de São Francisco. Sob a direção de seu confessor franciscano, frei Arnaldo, ditou as experiências místicas que formam o "Livro da Bem-aventurada Ângela", um dos cumes da mística medieval.
Chamada "mestra dos teólogos", deixou páginas ardentes sobre a Paixão de Cristo e o amor que purifica. Foi canonizada por equivalência pelo Papa Francisco em 2013. É venerada como guia segura dos que buscam a Deus pela via do despojamento.