Fabião (m. 250) foi Papa por catorze anos, em tempo de relativa paz, e organizou com sabedoria a Igreja de Roma, dividindo-a em distritos e cuidando dos cemitérios dos mártires. Quando se desencadeou a perseguição do imperador Décio, foi dos primeiros a dar a vida, recebendo a coroa do martírio.
Sebastião (séc. III) foi, segundo a tradição, soldado do exército romano, oficial da guarda imperial, que escondia sua fé cristã enquanto socorria e animava os cristãos perseguidos. Descoberto, foi condenado a ser crivado de flechas, suplício de que, segundo o relato, sobreviveu, sendo curado; tendo voltado a confessar publicamente a Cristo diante do imperador, foi por fim morto a golpes.
Venerados juntos desde a Antiguidade, Fabião, pastor da Igreja de Roma, e Sebastião, soldado e mártir, são modelos de fidelidade a Cristo até a morte, um no governo da Igreja, o outro no serviço corajoso aos irmãos perseguidos.