Martina é venerada como uma das antigas mártires romanas, do tempo das perseguições do século III. Segundo a tradição, era filha de um cônsul, ficou órfã e distribuiu seus bens aos pobres, consagrando-se a Cristo.
Denunciada como cristã, recusou-se a sacrificar aos deuses. Os relatos de sua paixão narram tormentos prolongados, dos quais saía ilesa, convertendo até alguns dos carrascos, até ser por fim decapitada. Seu corpo foi sepultado em Roma.
No século XVII, redescobertas suas relíquias junto ao Foro Romano, sua devoção reviveu, e a igreja de Santa Martina lhe foi dedicada. Embora os detalhes de sua história sejam em boa parte lendários, sua memória permanece como testemunho da virgem que preferiu a morte à infidelidade.