Juliana de Nicomédia é venerada como virgem e mártir do início do século IV, no tempo da perseguição de Diocleciano ou Maximiano, na atual Turquia. Cristã fervorosa, recusou casar-se com um magistrado pagão a menos que ele se convertesse.
Por sua fé e firmeza, foi denunciada — segundo alguns relatos, pelo próprio pai — e submetida a tormentos atrozes, dos quais saía ilesa, convertendo muitos espectadores. A tradição lhe atribui um célebre combate vitorioso contra o demônio na prisão. Por fim, foi decapitada.
Muito venerada no Oriente e no Ocidente medieval, é invocada contra as tentações e as doenças. Embora sua paixão tenha traços lendários, Juliana permanece imagem da virgem que prefere a morte à infidelidade a Cristo.