Adelaide nasceu por volta de 931, princesa da Borgonha, e teve uma vida digna de epopeia. Casada jovem com o rei da Itália, ficou viúva e foi presa por um usurpador que queria forçá-la a casar com seu filho; recusando-se, fugiu da prisão e pediu socorro.
Veio em seu auxílio Otão I, rei da Germânia, que a desposou e foi com ela coroado imperador, fazendo de Adelaide imperatriz do Sacro Império. Mulher de fé profunda, generosa com a Igreja e os pobres, fundou e dotou mosteiros e foi protetora da reforma monástica de Cluny. Atravessou com paciência conflitos familiares e exílios, e governou como regente com sabedoria e mansidão.
Viúva, dedicou os últimos anos às obras de piedade e à reconciliação. Morreu em 999. Canonizada, é memória da imperatriz provada pelo sofrimento, generosa com a Igreja e amiga dos pobres.