Casilda nasceu por volta do ano 950 em Toledo, então sob domínio muçulmano, filha de um emir. Educada como muçulmana na corte do pai, comoveu-se desde menina com a sorte dos cativos cristãos presos nas masmorras e, às escondidas, levava-lhes pão nas dobras das vestes.
A tradição conta que, surpreendida pelo pai e interrogada sobre o que escondia, o pão se transformou em rosas. Adoecendo de uma hemorragia, peregrinou ao norte, às águas curativas do santuário de São Vicente, perto de Briviesca, onde sarou. Tocada pela graça, recebeu o batismo e fez-se cristã.
Viveu o resto da vida como eremita, em oração e penitência, perto das fontes que a tinham curado, servindo os pobres e doentes. Morreu, diz a tradição, quase centenária. É memória da compaixão que abre o coração à fé.