Toda pessoa que reza com constância passa por dias de secura: a oração não dá gosto nenhum, a cabeça vagueia, parece que Deus não está ouvindo. Isso é normal — até os santos passaram por longos períodos assim. Santa Teresa de Calcutá viveu décadas sem "sentir" a presença de Deus, e mesmo assim rezava e servia.
A secura não é fracasso: muitas vezes é justamente onde a fé amadurece, porque você reza por amor, não pela recompensa do sentimento. Sobre as distrações, São Francisco de Sales era manso: se o seu coração foge mil vezes, traga-o de volta mil e uma vezes — esse trazer de volta já é a oração.
O segredo é a fidelidade, não a intensidade. Reze do mesmo jeito nos dias bons e nos secos. Use o texto diante de você quando as palavras próprias faltarem; ofereça a própria aridez. E lembre: melhor uma oração distraída, feita, do que uma oração perfeita, adiada para quando "der vontade".